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Maradona no Brasil: uma relação de admiração mútua

El Pibe tem uma relação com nosso futebol muito mais próxima do que se imagina

Você sabe da relação de Maradona com o futebol brasileiro? Maradona no Brasil, muitas vezes os caminhos do esporte levam a insights que não são tão óbvios à primeira vista. Você pode perceber isso olhando para a história de admiração mútua entre futebol brasileiro e El Pibe, construída com base na rivalidade sadia no campo.

Assim, desse fervor gerado na disputa dentro das quatro linhas nasceu a admiração pela genialidade do cara. E daí surgiram também as tentativas de contratação por clubes nacionais.

Maradona futebol brasileiro

Detalhes de Maradona e o futebol brasileiro

O primeiro encontro de Maradona, o maior camisa 10 com o futebol brasileiro aconteceu em 1981. Foi quando rolou um jogo amistoso no Maracanã do Flamengo contra o Boca Juniors, vencido por 2 a 0 pelo rubro-negro. Mas mesmo com a vitória, a torcida brasileira ficou encantada com o talento do cara, que pisava em campos brasileiros pela primeira vez.

E mesmo ainda muito jovem – com 14 anos –  Maradona já chamava a atenção de dirigentes do futebol nacional nas categorias de base do Boca Juniors. Nesse mesmo período, aliás, a Portuguesa já havia sondado a contratação do El Pibe – que só não foi concluída por conta da aposta alta de US$ 300 mil (o que corresponde em R$ 1,6 milhão, na cotação atual).

Em 1985, já com papel de destaque no grupo principal do Napoli, Maradona retornou ao Brasil para um enfrentar o Botafogo. Após perder a partida por 1 x 0, o time brasileiro tentou contratar o jovem talento. Emil Pinheiro, o principal dirigente do clube na época, tentou convencê-lo – em um jantar feito pelos seus companheiros de Napoli, o volante Alemão e o atacante Careca – a mudar para o Brasil, mas a negociação não foi concluída.

Outras tentativas de ter Maradona no Brasil

Na década de 1990, o Palmeiras, embalado pelo acordo milionário com a Parmalat, tentou colocá-lo em seu elenco. A ideia era viabilizar um rodízio entre Palmeiras e Boca, times patrocinados pela marca.

Porém, Maradona fechou com o Sevilha, da Espanha, criticando a imprensa italiana ao abordar o tema: “Não tenho nada contra o Palmeiras, mas não quero jogar lá porque a Parmalat quis fazer publicidade em cima do meu nome. Essa empresa somente buscou se promover e apareceu no momento em que tudo começava a se solucionar para minha transferência“, declarou o jogador na época.

Por fim, outra tentativa frustrada de contratar Maradona ocorreu em 1995, desta vez pelo Santos. O objetivo era fazer Maradona a mesma camisa de Pelé, quando o argentino tinha 35 anos. Assim, a ideia agradou Maradona, que chegou a desembarcar no Brasil, andar de helicóptero pela cidade de Santos e aterrissar em pleno gramado da Vila Belmiro, ou como chamado por ele: “O estádio de Pelé“.

No entanto, falando com uma das empresas de marketing esportivo do próprio Pelé as partes não chegaram a um acordo na parte financeira.

A camiseta-amuleto de Maradona

Após a derrota para Napoli de Maradona em 1985, na época o então volante Luisinho obteve duas lembranças importantes do encontro com o craque. Além da foto ao lado do ídolo, ele recebeu de presente a camiseta. Após o encontro, Luisinho passou a levar a camiseta de Maradona em todas as concentrações, servindo como um “pé-de-coelho” em partidas importantes.

– Essa camisa tem uma história legal porque em 1989 eu passei a levar na minha bagagem em todas as concentrações. E o Espinosa passou a cobrar: “cadê a camisa do homem?”. Tinha sempre que mostrar na bolsa. A camisa acompanhou a gente naquela campanha do título. Na final, o Espinosa até brincou: “esqueceu a camisa? Senão não vai jogar”. E ele falou sério (risos) – disse em entrevista ao site Globo Esporte.

Maradona no Brasil
Foto: Etsuo Hara

Relação especial com de Maradona e Flamengo

Durante a década de 1980 e 1990, aliás, foram diversos os momentos em que Maradona veio ao Brasil para participar de amistosos contra outros clubes, como o São Paulo e jogos comemorativos comandados pelo galinho Zico, que criaram uma relação especial de “El Díos” com a torcida rubro-negra e a sua principal referência, o craque Zico.

Em 1985, ele fez parte da Seleção de Amigos do Zico no jogo festivo pela volta do Galinho ao clube. O jogo foi vencido pelo time do Zico por 3 a 1. Mas, um dos momentos mais especiais rolou em uma partida entre Boca e Flamengo pela Libertadores da América de 1991. Os jogadores rubro-negros entraram em campo com uma faixa homenageando o craque argentino, ídolo xeneize: “Maradona, Flamengo te ama hoje e sempre.”

Nesse jogo Maradona fez o passe para o gol do Jacozinho, veja a matéria do Sportv abaixo.

Era uma ação solidária do grupo rubro-negro diante de um dos momentos mais difíceis da carreira do jogador argentino. Em 6 de abril do mesmo ano, Maradona havia sido suspenso pela Fifa por 15 meses, após identificarem cocaína em exame antidoping, quando jogava pelo Napoli. Quando retornou à Argentina, três semanas depois, o jogador foi preso em flagrante pelo posse de drogas.

Morte precoce e vício em drogas

Maradona nos deixou cedo, em novembro do ano passado, aos 60 anos. Ele foi vítima de uma parada cardiorrespiratória, em Tigre, na zona metropolitana de Buenos Aires, onde se recuperava de uma cirurgia na cabeça.

Ao longo de sua vida, aliás, Maradona travou uma dura batalha contra as drogas. Ele mesmo disse que poderia ser um jogador ainda mais genial caso não tivesse caído no vício em cocaína, álcool e remédios.

“Que jogador poderíamos ter tido!”, disse Maradona sobre si mesmo, em 2005, fazendo referência aos danos provocados pela dependência que o acometeu no início dos anos 1980, quando se mudou para a Espanha para jogar pelo Napoli.

Após a suspensão por uso de cocaína em 1991, na Copa do Mundo de 1994 foi pego por doping por uso de efedrina. Assim, depois desse episódio, aconteceram sucessivas internações e tratamentos na tentativa de se livrar do vício.

Por fim Maradona, cuja relação com o futebol brasileiro foi especial, passou os últimos anos de sua vida estava debilitado pelos efeitos nocivos do abuso de narcóticos por longo período.

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