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A dívida do São Paulo R$ 578 milhões: clube planeja como driblar as despesas

O bolso do clube anda pressionado e o time estuda soluções

Pois é gente, a dívida do São Paulo é grande. O orçamento do clube para 2021, apresentado ainda no mês de dezembro em reunião do Conselho Deliberativo – a primeira sob gestão do novo presidente Olten Ayres de Abreu Jr – previu uma série de iniciativas para pagar as despesas que se acumulam em torno de R$ 578 milhões. O documento estabelece que o tricolor compense a dívida em R$ 91 milhões, além de ter o compromisso de vender R$ 176 milhões em atletas.

dívida São Paulo

A dívida do São Paulo encerrou 2020 com um valor bem grande. Mas com o “desconto” de R$ 91 milhões, o Tricolor terminaria 2021 com R$ 486 milhões em dívidas.

Em relação às receitas, o Tricolor espera receber R$ 176 milhões na venda de atletas, valor superior ao do orçamento de 2020, que previa a arrecadação de R$ 137 milhões com negociação de jogadores.

Antony foi a principal venda de jogadores do clube na temporada, sendo transferido ao Ajax, da Holanda, por R$ 74 milhões. O negócio envolveu também a venda dos 20% dos direitos econômicos de David Neres por R$ 32 milhões.

A dívida do São Paulo de R$ 14 milhões com salários de jogadores

No mesmo documento apresentado pela direção do clube está incluído o valor com despesas oriundas do não-pagamento salarial de vários jogadores da temporada. Assim, o valor total de R$ 14 milhões começaram a ser pagos em março deste ano. Segundo afirmou o presidente Julio Casares, o orçamento vai apertar o cinto ao longo de 2021.

“Orçamento proposto extremamente conservador, como deve ser feito. Temos como intenção melhorar os números não só de receita, mas também de diminuição de despesas. Quero deixar aqui a palavra de esperança, de um otimismo muito grande por um São Paulo melhor, por um São Paulo que passe a caminhar ao lado do sócio, como agora, com a transmissão da reunião do Conselho Deliberativo”, disse Casares.

Outro fator que interfere na arrecadação é a previsão praticamente nula de rendimentos em bilheteria ao longo de 2021, por causa do Covid-19. Só no ano passado, o tricolor deixou de arrecadar R$ 169 milhões de bilheteria. As receitas previstas para 2020 totalizavam R$ 541 milhões, mas caíram para 341 milhões já incluindo a área social.

 Campanha mediana em 2020

Além da dívida do São Paulo, o clube não brilhou muito no ano passado. Apesar de ter terminado o ano como líder do Brasileirão, o time apresentou uma grande queda de rendimento em 2021, terminando o campeonato na quarta colocação, com 66 pontos.

Segundo comentaristas, um dos principais motivos para a redução do desempenho positivo do clube, foi a queda na participação de jogadores importantes. De acordo com o comentarista PVC, Do Globo Esporte, passou pela queda de rendimento de Daniel Alves e da ausência de Luciano. Além, é claro, de ter sido mais observado pelos adversários.

Para Alexandre Lozetti, o time, além de não ter um grande elenco, foi neutralizado com marcação pesada em jogadores-chave. “O elenco nunca foi, em quantidade, grande coisa. Um time titular muito bom, que jogava bem, duas ou três peças no banco que mantinham o nível. A ausência do Luciano é claro que pesa, ele é o artilheiro”, afirmou para o Globo Esporte.

Outro elemento que pesou, ainda de acordo com Lozetti, foi a cabeça dos jogadores. “Mas a grande decepção é que, apesar de tudo isso, tem se mostrado um time muito fraco mentalmente. Sem brilho, sem personalidade, sem coragem, sem reação”, disse Lozetti.

Seja como for vamos seguir para ver como ficam os próximos passos do tricolor. Esperamos que tanto a dívida do São Paulo quanto o desempenho do time melhore em breve.

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