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Dívida do Cruzeiro de R$1,2 bilhões: o drama financeiro do clube

O time enfrenta um problema bem grande com suas finanças

Realmente a dívida do Cruzeiro deixa o time em uma situação delicada. Com uma campanha que, aliás, sequer foi capaz de atingir o G-4 durante todo o Brasileirão da série B na temporada 2020, o time não tem boas perspectivas para esse ano. A dívida do clube – que era de cerca de R$ 800 milhões desde 2019 – aumentou para cerca de R$ 1,2 bilhão. Assim, em um documento assinado pelo presidente, Sérgio Santos Rodrigues, detalhou os principais efeitos desse resultado negativo nas contas do clube.

divida cruzeiro

“A administração do clube vem envidando esforços no ponto mais sensível para o clube: fluxo de caixa do clube. Com isso, a administração está reavendo valores de contas a receber que não estavam sendo cobrados, incluindo mecanismos de solidariedade. Além disso, a administração buscou também outras formas de receita, como o lançamento do novo programa para o sócio torcedor, o qual renderam R$ 5,033 milhões aos cofres do clube entre os meses de julho a setembro, além de campanhas para pagamento da Operação Fifa e ações de engajamentos nas mídias sociais das quais tivemos retorno de R$ 940 mil”, diz parte do documento.

Uma das questões que mais impactaram a dívida do Cruzeiro, conforme Sérgio, é a falta de arrecadação em jogos da série B. “No mês de agosto ocorreu o início do Campeonato Brasileiro Série B, infelizmente sem público pelo fato da pandemia ainda ser uma realidade no nosso meio, mas já nos foram repassados R$ 5 milhões referente a parte da receita ‘cota televisiva ano 2020’. Obtivemos êxito na negociação de atletas no montante de R$ 18 milhões”, completa.

Thiago Neves perdeu pênalti na derrota contra o CSA (Foto: Bruno Haddad/CEC)

Principais efeitos da acumulação da dívida bilionária do Cruzeiro: 

  • R$ 111 milhões como Provisões para contingências;
  • R$ 52 milhões como variação cambial negativa, por conta dos passivos em moeda estrangeira e a desvalorização do real no período;
  • Além disso, há R$ 43 milhões de custo líquido de liberação de atletas;
  • R$ 18 milhões de custo de amortização atletas profissionais;
  • Mais R$ 11 milhões com atualização de parcelamentos;
  • R$ 11 milhões de custo de acordos/indenizações de processos judiciais;
  • Por fim, R$ 15 milhões de impairment de atletas.

Péssima campanha na série B 

A dívida do Cruzeiro também deve ter interferido no resultado do time dentro das quatro linhas, uma vez que o time fez uma campanha pífia. Uma das forças do time, jogar como mandante (com os jogos no Mineirão e no Independência), o Cruzeiro disputou 19 partidas na Série B. Mas foram apenas seis vitórias, com sete empates e seis derrotas. Aproveitamento de apenas 43,86% dos pontos. Em 2021, será o segundo ano consecutivo em em que o clube permanece na segunda divisão do futebol brasileiro.

Justiça nega bloqueio de valor da venda de jogador Orejuela pela dívida do Cruzeiro

O atacante Sassá está cobrando do Cruzeiro na Justiça o valor de R$ 311.701,36. O valor é por atrasos no pagamento de direitos de imagem no período entre maio e agosto de 2019. A informação é do site Globo Esporte.

Para tentar receber a quantia, os advogados do atleta solicitaram o bloqueio do dinheiro da venda do lateral colombiano Orejuela para o São Paulo, efetuada recentemente. Mas, o pedido foi negado pelo juiz da 8ª Vara Cível de Belo Horizonte. A negativa do bloqueio partiu do juiz Armando Ghedini Neto, que negou o pedido de tutela antecipada de urgência para o bloqueio de aproximadamente R$ 13,5 milhões.

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