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Microtransações – atenção, o perigo dos games de futebol

Um tema polêmico que domina os games, inclusive de futebol

Partiu falar de microtransações? Se você é old-school, provavelmente se lembra dos bons tempos de partidas de Winning Eleven no PSone.  E se seus jogos épicos também tinham o controle sujo de salgadinho e reclamações porque o adversário colocou o apelão Roberto Carlos no ataque da seleção, esse texto é pra você.

Porque somente quem viveu a maravilhosa era de ouro dos videogames da geração anos 90-2000 consegue entender exatamente essa sensação. Afinal, montar seu time dos sonhos sem desembolsar valores adicionais em um game pelo qual você já pagou era fantástico.

microtransações

Parece inacreditável, mas nos últimos anos a indústria dos DLC’s (donwloadable content) e microtransações se firmou no universo dos games.

Entendendo a treta

Hoje jogadores se acostumaram a um modelo onde não se tem acesso a todos os recursos que o game oferece. Com exceção em que o valor seja de preço cheio, o que atualmente gira em torno de R$ 300. Quer jogar com um personagem clássico no seu game de luta preferido? Compre o “pacote de temporada” por meros R$ 100. Quer escalar David Beckham no seu time dos sonhos? Sem problema, compre vários pacotes até encontrar ele dentre milhares de outros jogadores que você vai sequer usar.

Um dos exemplos mais negativos da prática abusiva das microtransações é a praticada pela Eletronic Arts. A empresa faturou aproximadamente R$ 3 bilhões de dólares somente em 2020 no campo das microtransações.

Um dos principais responsáveis por esse lucro é o infame modo Ultimate Team. O modo permite ao jogador montar seu próprio time com os principais astros do futebol. Mas os cartões são aleatórios, ou seja, não há como saber quais jogadores que virão no pacote. Isso força o jogador a adquirir repetidamente os pacotes até encontrar o jogador visado.

Jovem gastou R$ 20 mil em microtransações no FIFA

Frequentemente, são divulgadas notícias de jogadores – na sua maioria jovens – que gastam valores altos em compras de itens virtuais dentro dos jogos. Um dos casos mais recentes é do britânico Jonathan Peniket, de 21 anos, que em abril desse ano gastou 3 mil libras esterlinas o equivalente a R$ 20 mil, em compras no game FIFA 20. O valor gasto era da poupança que ele usaria para pagar a faculdade.

Na ocasião, ele afirmou à imprensa que “Algumas semanas antes do exames, depois de dias vendo pessoas no Youtube abrindo ‘packs’ no Fifa (que são comprados com dinheiro para conseguir melhores jogadores), enquanto meus pais pensavam que eu estava estudando…”

Lootboxes são jogos de azar?

A discussão sobre a legalidade das lootboxes está tomando forma em diversos países nos últimos anos. O que rola é que elas estão contidas em games de classificação livre, o que pode influenciar crianças e jovens. Embora atualmente não seja classificada como jogo de azar porque os itens não possuem valor monetário real, tal visão está mudando diante das revendas de cosméticos adquiridos pelos jogadores por preços altíssimos, como armas e skins em games de tiro, por exemplo.

O Japão e a Bélgica são países pioneiros nesse sentido. Enquanto o Japão impediu a prática em 2012, a Bélgica adotou a proibição em 2019 para os games comercializados nas prateleiras de suas lojas. Já na China, desde 2017 vigora uma lei para que que os desenvolvedores divulguem as taxas de probabilidade para os itens das caixas. O Reino Unido é outro país que deve proibir, nos próximos meses, os games que possuem lootboxes para menores de 18 anos.

É meu amigo, jogar seu game de futebol favorito com microtransações e lootboxes não está fácil. Mas a grande mantém a esperança de que isso melhore com o passar do tempo.

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