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O que vem por aí no Cruzeiro

Eliminado da Copa do Brasil ao perder por 3 a 0 para o Internacional, no Beira-Rio, o Cruzeiro viu o sonho de se tornar heptacampeão do torneio ser adiado, além de dar adeus a uma premiação milionária, que poderia amenizar as dificuldades financeiras pelas quais o clube passa.

O ano de 2019 começou cheio de expectativas para os cruzeirenses. Depois de conquistar o hexa da Copa do Brasil em 2018, a equipe se reforçou ainda mais com as chegadas de jogadores como Rodriguinho, Pedro Rocha e Orejuela, entre outros, para buscar o sonhado tri da Libertadores. Mas a saída de peças-chave e os problemas extra-campo atrapalharam o planejamento.

Nos primeiros meses do ano

O time comandado por Mano Menezes foi bem, fazendo uma ótima campanha na fase de grupos da competição internacional e ganhando o estadual. No entanto, a partir de maio, o desempenho caiu e a situação piorou depois das denúncias feitas pelo Fantástico, sobre supostas irregularidades cometidas pela diretoria azul.

Daí em diante, o cruzeirense não teve mais paz. Notícias sobre salários atrasados, processos na FIFA, cobranças de dívidas, ações na justiça, operações policiais na sede do clube e boatos sobre grupo rachado começaram a se tornar rotina no noticiário celeste. Ao mesmo tempo, jogadores importantes foram negociados, enfraquecendo o elenco.

É claro que tudo isso iria se refletir em campo, a qualquer momento. E a conta chegou: queda de Mano Menezes, eliminações na Libertadores e na Copa do Brasil. O que restou à Raposa foi o Campeonato Brasileiro, competição em que a equipe está na 16ª posição, com 18 pontos, bem perto da temida zona de rebaixamento.

Cruzeiro
PORTO ALEGRE/BRASIL (04.09.2019) Internacional x Cruzeiro, segundo jogo das semifinais da Copa do Brasil 2019, no Beira Rio, em Porto Alegre/RS. Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro 

E agora, o que o torcedor cruzeirense espera para o resto do ano?

Melhorar o desempenho no Brasileirão

Durante a “Era Mano Menezes”, foi comum o Cruzeiro priorizar a disputa de torneios mata-mata, considerada a maior especialidade do treinador gaúcho, deixando de lado o principal campeonato do país, o Brasileirão.

Apesar de vitoriosa (dois títulos seguidos da Copa do Brasil), essa estratégia não agradava a muitos torcedores, além de se mostrar perigosa, pois a eliminação nessas competições poderia por tudo a perder, principalmente se o time estivesse mal nos pontos corridos. E é justamente o que está acontecendo neste momento.

Por isso, a equipe precisa melhorar o desempenho no Campeonato Brasileiro, se quiser continuar a ser um dos times que nunca foram rebaixados no Brasil. Como ainda temos 21 jogos a disputar até o fim da competição, dá tempo de espantar o fantasma da segunda divisão e quem sabe até mesmo brigar por algo maior.

Esse algo a mais não é o título, obviamente, pois os primeiros colocados estão distantes e apresentando um futebol muito melhor, mas sim uma vaga nas competições internacionais — Sulamericana ou Libertadores.

Cruzeiro
PORTO ALEGRE/BRASIL (04.09.2019) Internacional x Cruzeiro, segundo jogo das semifinais da Copa do Brasil 2019, no Beira Rio, em Porto Alegre/RS. Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

Cuidar da relação entre Rogério Ceni e os medalhões do Cruzeiro

Apesar do pouco tempo de casa, o novo técnico do Cruzeiro parece lidar com uma certa resistência por parte dos figurões da equipe. A suspeita foi levantada por causa da entrevista dada por Thiago Neves após a derrota para o Inter.

O camisa 10 criticou as mudanças feitas por Ceni no time titular, além da improvisação de jogadores. Ele também não gostou de o treinador ter avisado sobre as alterações somente na preleção, poucas horas antes da partida.

Algo que também chamou a atenção foi a não escalação de Edílson, um dos mais experientes do elenco. Na coletiva pós-jogo, Rogério Ceni afirmou que decidiu não usá-lo após o lateral dar uma entrevista dois dias antes, afirmando precisar de mais ritmo de jogo. Isso soou bastante estranho.

Podemos citar ainda a opção do treinador em não colocar o zagueiro Léo na vaga de Dedé. O ex-capitão da equipe chegou a se preparar para a substituição, mas Ceni acabou colocando Ariel Cabral e improvisando o volante Henrique na zaga.

Se há insatisfação de parte do elenco com o técnico não podemos afirmar. Mas parece haver uma falha na comunicação de ambos os lados, o que pode se tornar um grande problema, até mesmo por ser difícil saber de qual lado a diretoria está neste suposto embate.

Próximo jogo

É hora de juntar os cacos e dar a volta por cima.

O próximo jogo do Cruzeiro acontece no domingo, dia 8 de setembro, contra o Grêmio, em Belo Horizonte. A principal novidade deve ser a estreia de Ezequiel, atacante que veio do Sport e será apresentado nessa sexta-feira, na Toca da Raposa.

Como ele vinha atuando por sua ex-equipe, já fica à disposição de Rogério Ceni para começar jogando ou ser opção no banco de reservas.

André Dias, exclusivo para o Futeblog

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