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Marta, a jogadora inspiração!

Conheça a história de Marta, a brasileira que ganhou seis vezes o título de melhor jogadora de futebol do mundo

Recentemente, Marta, a atleta brasileira eleita seis vezes a melhor jogadora de futebol feminino, recebeu mais um prêmio. Dessa vez, não foi por seu talento e nem por seus feitos dentro de campo, mas sim fora dele.

A jogadora foi premiada, pela Women’s Sports Foundation, por sua forte atuação pela quebra de barreiras de gênero no futebol. A instituição que trabalha pela igualdade de oportunidades no esporte para as mulheres, promove anualmente uma noite para homenagear as esportistas que se destacaram dentro e fora das competições.

Marta jogadora

Marta foi selecionada para receber o Wilma Rudolph Courage Award “por sua perseverança diante das adversidades, trabalho incansável para derrubar as barreiras de gênero no esporte, e pelo inspirador trabalho como Embaixadora da Boa Vontade da ONU para mulheres e meninas no esporte e como Defensora das Metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU”.

E esta não foi a única surpresa para a nossa camisa 10. Megan Rapinoe, eleita a melhor jogadora do mundo de 2019 na premiação “Fifa The Best”, em setembro, também foi premiada como destaque na categoria “esporte coletivo”, pela Women’s Sports Foundation. E, ao receber o prêmio, fez questão de homenagear Marta: “A inspiração que você deu a todas nós, ter a carreira que você teve, é tão encorajador, é uma inspiração. Obrigada, Marta, por ser a melhor da história” – falou a americana.

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Infância pobre em Alagoas

Nascida em Dois Riachos, Alagoas, Marta Vieira da Silva, enfrentou grandes desafios antes de ser destaque no futebol feminino.

A sua história com o futebol até se parece com a de muitos jogadores: a infância pobre no interior do Brasil, o destaque nas brincadeiras de criança e o talento reconhecido por quem a via jogar. Porém, Marta teve que driblar um obstáculo bem maior e que nenhum grande craque do futebol masculino precisou vencer: o preconceito e a falta de apoio ao futebol feminino.

Marta Jogadora

Ainda em Alagoas, a jovem jogadora Marta jogava, quase sempre, em times masculinos. A menina chegou até mesmo a ser impedida de participar de um campeonato, com o seu time, por ser mulher.

Em 1999, entrou para o Juvenil do Centro Esportivo Alagoano, o CSA.

A jogadora Marta e sua carreira brilhante

Já em 2000 surgiu uma remota possibilidade da menina ir para o Rio de Janeiro e realizar testes no Fluminense e no Vasco, onde foi aprovada e assinou contrato profissional, aos 14 anos de idade. Dois anos depois, Marta foi para o Santa Cruz Futebol Clube, em Minas Gerais.

futebol feminino

A jogadora vestiu a camisa da Seleção Brasileira, pela primeira vez, em 2003, nos Jogos Pan-Americanos, em Santo Domingo, onde consagrou-se ao conquistar a medalha de ouro. A partir deste momento, Marta não parou mais. A menina de Alagoas ganhou o mundo e encantou com o seu talento.

Marta, atualmente, defende o Orlando Pride, nos Estados Unidos, mas sua trajetória conta com grandes times femininos, como:

  • Umeå IK, da Suécia;
  • Los Angeles Sol, dos Estados Unidos;
  • Santos, do Brasil;
  • FC Gold Pride, dos Estados Unidos;
  • Western New York Flash, também nos Estados Unidos;
  • Tyresö FF, Suécia
  • FC Rosengård, Suécia

Números na seleção brasileira

Na Seleção Brasileira de Futebol Feminino, Marta construiu uma bela história. Após 2003, quando chegou foi convocada pela primeira vez, a jogadora se projetou para o mundo. Naquela ocasião, Marta ajudou o Brasil na conquista da medalha de ouro do Pan-Americano. Título que voltaria a ganhar em 2007.

Marta Silva Jogadora

Já nos Jogos Olímpicos a atacante conquistou duas medalhas de prata, em 2004 e 2008. No ano de 2007, mais um feito inédito: durante a semifinal da Copa do Mundo de 2007, ela marcou o gol mais bonito do campeonato. E, com isso, ajudou o Brasil a chegar, pela primeira vez, à final da Copa do Mundo. Embora não tenha vencido a competição, Marta foi eleita a melhor jogadora da Copa, recebendo o prêmio Bola de Ouro e também foi a artilheira.

Em 2015, a jogadora se tornou a maior artilheira da história da Copa do Mundo de Futebol Feminino, alcançando a marca de 15 gols em Mundiais. No mesmo ano ainda se consagrou a maior artilheira da Seleção Brasileira, chegando aos 117 gols e superando até mesmo o Rei Pelé, com 95 gols marcados.

Já em 2019, na Copa do Mundo da França, a atacante se consagrou a maior goleadora de Copa do Mundo entre todas as modalidades. Ela alcançou os 17 gols e superando o alemão Klose.

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