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NFTs no futebol: uma saída para a crise financeira?

Mesmo que você nunca tenha ouvido falar em NFT, saiba que ele pode salvar vários clubes

Você já ouviu falar de NFTs no futebol? Os clubes estão se reinventando nos últimos anos. Todas as equipes perderam muita receita, principalmente após a pandemia e a ausência de público nos estádios. Mas uma das soluções para driblar a crise pode estar fora das quatro linhas.

As NFTs já estão no mundo do futebol, começam a chegar ao Brasil e prometem aquecer o mercado, mexendo ainda mais com o torcedor.

NFTs no futebol
Foto: Divulgação/ Sorare

 

Mas o que são as NFTs?

Uma NFT significa “non-fungible token” e, traduzindo para o português, quer dizer “token não fungível”. Mas o que isso significa? Fungível é algo que pode ser substituído ou recriado. Algo “não fungível” quer dizer algo único, insubstituível.

No mundo eletrônico, uma NFT funciona como um certificado que prova a originalidade daquilo em que ela está atrelada. Esse documento ou selo é registrado no sistema blockchain. E esse sistema é o mesmo que permite o funcionamento das famosas criptomoedas.

Uma NFT pode ter ligação a praticamente qualquer coisa no mundo digital, seja uma foto, vídeo ou arquivo. Ou seja, um arquivo associado a uma NFT se torna uma peça de colecionador.

NFTs no mundo do futebol

No futebol, vários clubes já estão utilizando as NFTs para arrecadarem mais dinheiro. Os clubes criam cards, geralmente dos seus jogadores, e atrelam esses cards a esses tokens.

Assim, os cards se tornam peças únicas ou raras e, a partir daí, são vendidos à preços muito altos. Clubes como Real Madrid, PSG, Juventus e Liverpool já utilizam as NFTs. O PSG, por exemplo, vendeu um card único do atacante Mbappé na temporada 2020/21 pelo valor de 55 mil euros. Além disso, ao todo os cards possuem 4 categorias:

  • Único: apenas uma unidade disponível;
  • Super-raro: 10 unidades disponíveis para venda;
  • Raro: 100 unidades disponíveis;
  • Comum: cards ilimitados.

Sendo assim, os cards únicos são os mais caros e, os comuns são os mais baratos.

NFTs no futebol brasileiro

No futebol brasileiro, o único clube que, até agora, adotou as NFTs foi o Atlético-MG. Recheado de estrelas no elenco atual, o Galo aproveitou a popularidade de seus jogadores e está lucrando ainda mais com isso.

O Atlético-MG fez uma parceria com a empresa Sorare. Desde então, disponibiliza cards de seus jogadores. Recentemente, o Galo anunciou que o card único do lateral Guilherme Arana foi arrematado em leilão por um valor de quase 9 mil euros.

Outros cards estão à venda, inclusive do atacante Hulk e de todas as categorias, por meio do site da Sorare. A tendência é que mais clubes comecem a aderir às NFTs.

Além de ser um material de colecionador, a galera pode usar esses cards  em jogos e campeonatos do mesmo estilo do Cartola FC.

Maracanã também entra na moda das NFTs no futebol

O Maracanã, em parceria com a Play For a Cause e com a Binance, lançou o “NFT Rede do Maracanã 70+”. Os principais gols da história do estádio viraram uma arte digital exclusiva. Assim, essas peças serão leiloadas. Parte da renda será doada para investimentos na educação de jovens e crianças de 40 instituições parceiras do projeto.

Ao todo, são artes de sete super gols. Quem adquirir a NFT de um gol do Maracanã, receberá também um troféu com parte da rede usada nas balizas do estádio no último ano.  Assim, a “NFT Rede do Maracanã 70+” é um produto limitado a 100 unidades.  Elas estarão disponíveis para leilão a partir de julho, na Binance, que é a maior corretora de cripto-ativos do mundo.

As NFTs no futebol também tem um uso para causas sociais, disponibilizando itens raros para os apaixonados por futebol.

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